Como funciona a fatura do cartão de crédito?
É muito comum ficar em dúvida após receber a fatura do cartão de crédito. Aquela sopa de letrinhas nem sempre é de leitura amigável, mas é crucial entender o que está escrito para não acabar contraindo gastos desnecessários.
Pensando nisso, elaboramos este conteúdo especial sobre como funciona a fatura do cartão de crédito, em que iremos abordar as principais dúvidas de nossos leitores sobre o tema.
Assim, não deixe de ler este post até o final se você deseja ficar por dentro do que é mais importante sobre a fatura de seu cartão de crédito.
O que é a fatura do cartão de crédito?
De uma maneira geral, a fatura do cartão de crédito nada mais é do que um documento que discrimina seus gastos com o cartão ao longo de um intervalo de faturamento, que é geralmente um mês.
Ou seja, todas as compras que foram feitas nesse período, sejam à vista ou parceladas, serão mostradas nesse demonstrativo, que também pode trazer uma série de outras informações.
Entre os dados mais importantes da fatura estão o valor total, o valor para pagamento mínimo e a data de vencimento.
É importante que o pagamento seja feito até a data em que a fatura vence, pois, após esse dia, a operadora do cartão pode cobrar juros e encargos pelo atraso, que geralmente são altíssimos.
Sobre o pagamento, também é importante ressaltar que existem algumas formas de fazer isso, conforme abordaremos no tópico a seguir.
Quais são as formas de pagar uma fatura de cartão de crédito?
Em regra, as principais formas de fazer o pagamento da fatura do cartão de crédito são:
- Pagamento total à vista;
- Pagamento total parcelado;
- Adiantamento ou pagamento avulso;
- Pagamento parcial; e
- Pagamento mínimo.
De todas essas opções, a única que não conta com a incidência de encargos é o pagamento total à vista, isso se for feito antes do vencimento da fatura.
No caso do pagamento parcial ou mínimo, o valor que deixou de ser pago na fatura será cobrado na próxima fatura, acrescido dos encargos cobrados pela operadora. Esse é o chamado rotativo do cartão, que é muito perigoso se não for usado com cautela.
Apesar de existir essa possibilidade de pagar o mínimo de uma fatura, essa nem sempre é uma boa opção, conforme você verá no tópico a seguir.
Pagar o valor total ou o mínimo: qual é o melhor?
Uma dúvida muito comum é se vale à pena pagar o mínimo da fatura do cartão de crédito. Nesse sentido, precisamos destacar que essa nem sempre é uma boa opção.
Isso porque o cartão de crédito possui uma das maiores taxas de juros do mercado, que é cobrada quando você atrasa uma fatura ou paga qualquer valor abaixo do total da fatura.
Em alguns casos, essa taxa ultrapassa facilmente os 15% ao mês, o que é considerado uma taxa absurdamente alta.
Assim, se você não quer arcar com esse custo, o ideal é evitar, sempre que possível, de fazer o pagamento da fatura em um valor que não seja o total. Dessa forma você evita cair no temido “rotativo do cartão”, que é o nosso próximo assunto.
Cuidado com o rotativo
É bem provável que já tenha escutado o termo “rotativo” quando falamos da fatura do cartão de crédito.
Ele acontece quando você opta por fazer o pagamento mínimo da fatura ou faz um pagamento parcial.
Por exemplo: se a sua fatura era de R$ 1.000,00, mas você optou por pagar o mínimo de R$ 150,00 (equivalente a 15% da fatura), então o restante irá cair no rotativo e será cobrado na próxima fatura.
Acontece que essa comodidade tem um custo e ele é bem alto.
Isso porque as taxas do rotativo dos cartões de crédito costumam ser bastante altas, superando até mesmo o cheque especial em alguns casos.
Assim, tomando como base o exemplo acima, se o seu cartão tem uma taxa de 16% sobre o rotativo, significa que o valor que não foi pago (R$ 850,00) será acrescido dessa taxa na próxima fatura. Ou seja, você não pagará apenas R$ 850,00, mas sim R$ 986,00 (R$ 850,00 + R$ 136,00).
Isso sem contar as demais compras feitas com o cartão nesse período, inclusive as parcelas de compras anteriores.
Assim, quem usa o rotativo sem moderação pode acabar gerando uma verdadeira bola de neve, que acabará se tornando impagável em pouco tempo.
É possível parcelar a fatura do cartão de crédito?
Uma das alternativas para conseguir fazer o pagamento da fatura do cartão de crédito sem ter que apelar ao rotativo é por meio do parcelamento.
Hoje em dia, a maioria dos bancos e demais empresas que emitem cartões de crédito oferecem essa facilidade a seus clientes.
No entanto, como em quase tudo que envolve o mercado financeiro, o parcelamento também está sujeito a cobrança de juros e encargos, que também são bastante salgados.
Sendo assim, a dica é evitar ao máximo o parcelamento da fatura do cartão e só usá-lo quando for estritamente necessário.
Além disso, uma vez que houve a necessidade de parcelar uma fatura, evite ao máximo fazer novas compras com o cartão, principalmente as parceladas.
O ideal é esperar até que sua situação financeira melhore ou se normalize para evitar cair em uma grande dívida e, consequentemente, não conseguir quitar todos os seus boletos.
Dicas para não ficar no vermelho
Agora que você já sabe como funciona a fatura do cartão de crédito e os principais pontos de atenção, separamos algumas dicas úteis para que você tenha uma boa saúde financeira e não caia no vermelho. Confira:
- Tenha uma planilha ou um caderno para montar o seu controle financeiro, elencando seus gastos fixos e outros gastos que podem surgir ao longo do mês;
- Tente, sempre que possível, pagar por suas compras à vista, seja em dinheiro ou usando a função débito do cartão;
- Evite comprar coisas por impulso. Se você quer muito alguma coisa, faça o teste de esperar pelo menos sete dias antes de comprar. Se a vontade passar, significa que não era essencial;
- Não faça compras parceladas que somem mais do que 30% de sua renda mensal. Além disso, controle o pagamento das parcelas para saber quando ficará livre delas;
- Corte gastos desnecessários com taxas e tarifas de bancos ou cartões de crédito. Sempre que possível, opte por bancos isentos de taxas e por cartões que não cobrem anuidade;
- Tenha uma reserva de emergência, que é um dinheiro que você pode guardar em uma aplicação financeira com resgate imediato ou até mesmo na poupança. O ideal é que ela contenha um valor suficiente para pagar suas contas entre seis e doze meses.
E você, gostou de nossas dicas? Então aproveite para navegar um pouco mais em nosso site para conferir outros conteúdos úteis sobre finanças como este.